Atividade integrou o Encontro de Lideranças e Colaboradores da comunidade.
O Centro de Estudos da Favela (CEFAVEL-Cepid/Fapesp) participou,no dia 26 de novembro, do Encontro de Lideranças e Colaboradores de Paraisópolis. Na ocasião foi feita uma aula aberta dedicada à Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL) e suas implicações para o território de Paraisópolis, favela da zona sul de São Paulo.
A atividade, conduzida pelos pesquisadores do CEFAVELA Arthur Junqueira e Beatriz Mioto, ocorreu na sede da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis e teve como objetivo discutir, de forma acessível e crítica, o histórico, a abrangência e os limites da OUCFL como instrumento de intervenção urbana.
Ao longo da aula, foram debatidas tanto as oportunidades quanto as contradições que cercam a operação, especialmente no que diz respeito às transformações no território da favela. Os pesquisadores também aproveitaram o encontro para dialogar sobre ações conjuntas e novas agendas de pesquisa com a comunidade local.
A lei nº 18.175, de 25 de julho de 2024, integrou o Complexo Paraisópolis ao programa de investimentos da OUCFL. De acordo com o texto do PL, a iniciativa visa aumentar o potencial de investimentos sociais no Complexo Paraisópolis – área classificada como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) pela Lei de Zoneamento. Entre as ações propostas, estão previstos investimentos de urbanização, reurbanização e alargamento de vias no Complexo de Paraisópolis.
“Nesse contexto, as lideranças locais têm reivindicado mais diálogo entre prefeitura e comunidade e participação efetiva na construção das propostas de intervenção no território”, destaca Beatriz Mioto. “A União de Moradores ressalta a importância de ações de acessibilidade e oferta de equipamentos e serviços que priorize o interior da favela e não apenas o seu entorno e vias de acesso”, completa a pesquisadora.
A Prefeitura de São Paulo realizou em 19 de agosto deste ano um leilão que arrecadou R$ 1,668 bilhão em receitas para a Operação Urbana Consorciada Faria Lima. A expectativa era chegar perto de R$ 3 bilhões em arrecadação. No total, foram vendidos apenas 94.811 Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos mobiliários emitidos pela prefeitura para financiar melhorias urbanas e que permitem construir além do limite básico do terreno, em áreas de Operações Urbanas Consorciadas.





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